A evolução dos cosméticos

A evolução dos cosméticos começou na era mais primitiva e hoje representa o ramo da indústria que mais cresce no mundo todo. Com a evolução, a industrialização, as modificações e os hábitos do comportamento humano por imposições sociais, o consumo de cosméticos tem crescido e apresenta relação direta com o nível cultural dos povos.

Paralelamente à evolução científica e tecnológica dos cosméticos, formalizam-se as suas legislações, impondo assim maior segurança ao usuário e ao médico dermatologista.

O cosmecêutico é um produto cosmético que exerce benefício terapêutico na aparência da pele, mas não necessariamente um efeito biológico na função, o que o classificaria como um medicamento.

A história da cosmetologia é bastante antiga e acompanha a própria história da humanidade. Os povos primitivos faziam gravações em rochas e cavernas e pintavam o próprio corpo para fins ornamentais e religiosos em rituais tribais e em pinturas de guerra. Cerimônias religiosas empregavam resinas e unguentos de perfumes. A queima de incenso deu origem à palavra perfume, que em latim significa “através da fumaça”.

Existem evidências arqueológicas do uso de produtos cosméticos há aproximadamente 4.000 anos antes de Cristo. Muitos cosméticos se originaram na Ásia, mas os primeiros registros de seu uso estão no Egito. Os egípcios pintavam os olhos com sais de antimônio para evitar a contemplação direta do deus Ra, representado pelo sol. O verde de malagueta era usado como sombra de olhos e como ruge e o extrato vegetal de hena na pintura dos cabelos.

Para proteger sua pele das altas temperaturas e secura do clima desértico da região, os egípcios recorriam à gordura animal e vegetal, cera de abelhas, mel e leite no preparo de cremes para a pele. Existem registros de historiadores romanos relatando que a rainha egípcia Cleópatra, admirada como símbolo de beleza, frequentemente se banhava com leite de cabra para manter a pele e os cabelos hidratados. Em sarcófagos e tumbas datados de cerca de 1.400 a. C. também foram encontrados recipientes contendo preparações, segundo os historiadores, semelhantes a cremes, incenso, óleos diversos e equipamentos para decoração e tratamento do corpo.

Na Bíblia é possível encontrar muitos relatos do uso de cosméticos pelos israelitas e por outros povos do antigo Oriente Médio. Os gregos e romanos foram os primeiros povos a produzir sabões. Já na era romana, por volta de 180 d. C., um médico grego chamado Claudius Galen realizou pesquisas de manipulação utilizando produtos cosméticos, iniciando a era galênica dos produtos químicos farmacêuticos.

No século X os cabelos eram lavados com misturas de ervas e argila. No século XIII, com a epidemia da peste negra, os banhos forma proibidos. Em meados do século XV, o renascimento trouxe a perspectiva do belo e a retratação da estética. Na Idade Moderna surgiu a produção de perfumes, a moda das perucas cacheadas, os talcos estilo "pó de arroz" para o rosto e o comércio de produtos cosméticos, particularmente na França.

No século XIX as donas de casa começaram a produzir cremes cosméticos caseiros à base de pepino, leite, água de rosas, entre outros. No século XX maximizaram-se a produção e o uso de cosméticos, sobretudo graças ao aperfeiçoamento das embalagens e à promoção publicitária desses produtos.

No final do século XX, a indústria cosmética foi consagrada como promissora no mercado mundial e o cosmético como fato no retardo ao envelhecimento da pele e não apenas promotor do embelezamento e decoração.

Atualmente, com o aprimoramento das informações, os cosméticos são multifuncionais, utilizando produtos naturais, orgânicos e mais recentemente a manipulação genética para melhorar a estética. Junto a maior consciência ambiental existe a preocupação das empresas em produzir produtos saudáveis ao consumidor, relacionando-os à qualidade de vida.

A cosmetologia acompanha a humanidade, é reflexo da história e relaciona-se às necessidades, expectativas e exigências de um povo.

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